[.muse aí vou eu.]

28 07 2008

Chegou a hora! Ingresso na mão, passagens pra São Paulo compradas, hotel reservado. Quinta-feira agora será uma noite a ser lembrada. Depois de anos imaginando que o Muse poderia vir ao Brasil e ter isso como uma realidade me deixa mais do que feliz. E agora não tem mais volta. Dane-se as dívidas no cartão, contas atrasadas. Fodas. Tenho um semestre inteiro pra correr atrás. Melhor do que ter o pensamento “perdi o show mais foda de todos”.

Essa música é dedicada a alguém bem especial.





[.FÉRIAS :: resumão.]

24 07 2008

Pois é meu povo. Tô de férias já tem 2 semanas. E ainda vou ficar nessa vida mais 2 semanas.

Cá pra nós eu mereço. Quase 2 anos ralando direto é osso e pra falar a verdade, já tava chegando na medula.

E esse post é destinado a contar um pouco da minha rotina vadia e malemolente!

Pra começar as férias, fui a luta e a primeira coisa que eu precisava fazer era dar um jeito de ficar mais em casa. Precisava me entreter e pra isso meu plano de dominação mundial pelo entretenimento doméstico começou pela compra de um simpático rack. Isso mesmo. Um móvel super bacana que me permitiu colocar a TV, meu humilde playstation 2 e o dvd na frente da minha cama! Com isso eu consegui um jeito de me “prender” em casa. Mas aquela cerveja, além do cinema nosso de cada dia estão aí pra provar que não me tornei um recluso completo.

Até agora as férias serviram para tirar o atraso de certas coisas. A primeira: ver, enfim, O Poderoso Chefão + Pequena Miss Sunshine + Cowboy Bebop (a série). Todos fenomenais ao seu modo, um “3 hit combo” que deixou meu ano um pouco melhor.

No PS2, foi a vez de ressucitar o espartano mais pica-grossa de todos os tempos: Kratos. Dobradinha com os 2 God of War garantiram várias horas de diversão, carinificina e muita mitologia grega (nada como dar porrada em Zeus pro dia ficar melhor). E de quebra um Guitar Hero 3 pra descontrair entre uma batalha e outra.

E agora a cereja do bolo! Aliás, 2 cerejas! Primeiro: eu tenho um notebook! Sim, só meu e de mais ninguém. Dell Inspiron 1525, lindo e príncipe com processador Intel Core 2 Duo 1.83 GHz, 2Gb de RAM DDR2, 120Gb de HD, gravador de DVD, 15″ LCD com Windows Vista Premium. Fiz o favor de batizar o bichinho de R2.
Sim, aquele.

Descobri que 120Gb no HD é pouco pra mim, mas nada que um HD externo não resolva minha vida. De resto, ele funciona lindamente e o Adobe CS3 roda que é uma beleza. Com isso vou conseguir ressucitar algumas coisas, desenvolver outras e quem sabe dominar o mundo antes do natal.

Já a segunda cereja do bolo se aproxima: o show do Muse em SP semana que vem! Ingresso comprado há mais de um mês, finalmente chegou a hora de ver a minha banda preferida em ação, ao vivo e em cores. O aquecimento já começou, pois graças ao Jon (amigo de fé e irmão camarada) eu tenho o último dvd dos britânicos gravado em Wembley ano passado e lançado em meados de maio desse ano. HAARP mostra o que a banda tem de melhor num show estupendo, reunindo músicas de todos os álbuns anteriores da banda. É claro que sinto falta de algumas músicas (como Sunburn e Shrinking Universe), mas o saldo é pra lá de positivo.

Enfim, como nem tudo são flores ainda resta 1 trabalho da pós pra fazer e entregar até amanhã.

Bom, pelos posts abaixo deu pra perceber que eu assisti o Batman (3 vezes) e nem gostei. :P

Logo mais tem mais… até.





[.o cavaleiro das trevas - histórias, nerdices e tudo mais.]

22 07 2008

Se no post passado eu disse que “O Cavaleiro das Trevas” era algo novo e que deveria ser valorizado. Agora eu vim falar especificamente da história. Caso você tenha algum problemas com spoilers e afins, volte depois que ver o filme.

Eu avisei…

Numa conversa recente com outro grande amigo, Rafael Barbi, chegamos a conclusão que Hollywood hoje não passa de uma punheta estética. Sim. Uma masturbação constante apenas para que o prazer venha do que vai encher os seus olhos e não a sua mente. Não que todos os filmes tenham que se transformar numa masturbação mental ou algo do tipo. Mas o grande lance é que já se foi o tempo onde os recursos visuais eram em função de uma história que valesse a pena ser contada. Mas felizmente contamos com Christopher Nolan para que isso ainda exista.

O Cavaleiro das Trevas começa com uma cena de assalto que não deve nada para outros filmes do gênero. Ágil, dinâmica e que termina com a aparição de um dos grandes responsáveis pela densidade do filme: o coringa, o jóker, o bobo, o palhaço (interpretado por Heath Ledger). Na sequência percebemos como a presença do Batman em Gotham City já é definitiva a ponto dos criminosos desistirem de agir a noite, especialmente quando o batsinal é aceso. Com isso, a máfia da cidade percebe que agora tem inimigos a altura e como se trata de uma guerra é preciso agir antes que o cerco se feche. Se de um lado o tenente Gordon (Gary Oldman) juntamente com o Batman e o recém promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart) estão determinados a dar cabo do crime em Gotham atacando os mafiosos, a estes não resta escolha a dar carta branca para o palhaço do crime executar o seu plano de contra-atacar.

E assim temos uma verdadeira aula de roteiro. Reviravoltas constantes mostrando que todos os personagens, desde a nova e bela Rachel Dawes (agora a bem mais carismática Magie Gylenhall) até Bruce Wayne/Batman (o sempre competente Christian Bale), não são superficiais. E ao longo da história, clímax após clímax, vemos a tragédia e caos chegarem para fazer frente ao herói que cada vez mais coleciona cicatrizes e desconhece seus limites.

Contra-atacar não seria o termo certo para as ações caóticas do Coringa. Mas sim destruir seus inimigos de forma definitiva, não apenas fisicamente, mas emocional e psicologicamente. Premissa claramente inspirada na Piada Mortal, onde temos o mesmo argumento: qualquer pessoa pode ser má, basta apenas um empurrãozinho ou um péssimo dia. A partir desse plano com ações que inicialmente parecem sem sentido ou aleatórios, vemos surgir outro vilão do universo do Morcego: o Duas-Caras. Durante todo o filme, vemos referências ao destino final do promotor que surge como o caveleiro branco de Gotham, mas que após uma tragédia anunciada resolve fazer justiça ao seu modo: na sorte da sua moeda.

Não posso deixar de mencionar também a presença de Alfred (Michael Cane), como ponto de apoio para que Bruce continue a ser quem é, e Lucius Fox (Morgan Freeman) que desenvolve as incríveis traquitanas do Morcego de um jeito que possam ser plausíveis. E se é possível ver algum alívio cômico no filme, eles também estão aí pra isso.

Outra referência, ou talvez uma leve piada feita com o final do Batman de Tim Burton. O Coringa, naquele filme, bate as botas porque o Batman deixa que ele despenque do alto da catedral e quando o Coringa de Heath Ledger está prestes a morrer do mesmo jeito, nosso herói evita sua morte para o bem da franquia. E falando mais no Coringa de Ledger, não tenho medo de dizer que Jack Nicholson deve ter soltado um grande “filho da puta” ao ver a nova roupagem que o ator australiano, morto prematuramente no início do ano, deu ao palhaço do crime (especialmente a cena do lápis). Acredito que muitas pessoas já esperam um terceiro Batman assim como a volta do Coringa, mas não vejo razão para pressa. Até mesmo porque encontrar alguém que tenha colhões ou queira assumir o sobre-tudo roxo e a maquiagem tosca não vai ser algo fácil.

Definitivamente este filme não é para crianças. A maioria das pessoas que conheço e que viram o filme precisaram digerí-lo após o fim, tamanha a sua densidade. Felizmente temos um exemplar que quebra o paradigma de que um filme de super-herói ou vindo dos quadrinhos deve ser apenas para entreter, naquele velho modelo “desligue o cérebro juntamente com seu celular e ligue após a sessão”. Independente de sua origem temos um clássico instantâneo que mostra uma luz no fim do túnel para o cinema hollywoodiano: é possível contar uma boa história e ainda faturar com isso. Sim, O Caveleiro das Trevas quebrou os recordes de bilheteria de uma sessão de estréia, assim como o primeiro dia e o primeiro fim de semana de exibição, tanto nos cinemas convencionais quanto no IMAX. É o reconhecimento não só para um personagem que pedia por uma franquia a sua verdadeira altura mas para um diretor que a cada trabalho demonstra ter o principal super-poder que anda meio sumido de modo geral: o bom-senso.





[.batman - o cavaleiro das trevas.]

18 07 2008

Em uma das conversas com meus queridos amigos João, Malk e Daniel, sempre discutimos o valor não só do que é velho ou tradicional, mas também do que é novo. Sempre começamos por música: pessoas que vangloriam bandas do passado como se as atuais pertencessem a um patamar inferior e o que foi feito há 40 anos atrás (no mínimo) tem muito mais valor do que as que foram feitas a 5 ou 10 anos. Nada contra reconhecer o valor de artistas antigos, o mundo seria diferente sem eles, Beatles, Elvis, Chuck Berry, James Brown, só pra citar alguns. Mas porque não reconhecer que o novo, o atual também é altamente significativo? Radiohead, Smashing Pumpkins, Muse, Badly Drawn Boy e tantos outros artistas que são do nosso tempo, aqui e agora.

Eu particularmente gosto de levar o mesmo assunto para o campo do cinema. Mais especificamente sobre uma onda que vem alagando os cinemas de forma significativa e algumas vezes descartável ou deplorável: os filmes inspirados ou adaptados das histórias em quadrinhos. Aprofundando a questão, filmes de “super-heróis”.

Quem hoje tem por volta dos 40 (ou mais), com certeza conhece e provavelmente teve a incrível oportunidade de ver Superman de Richard Donner, o Batman de Tim Burton (esse eu vi) ou outros filmes como Star Wars, Blade Runner no cinema. Muitas pessoas se orgulham disso. É uma história pra se contar para filhos e netos: “eu vi o Han Solo atirar primeiro em Greedo, eu vi Darth Vader falar “i am your father” no cinema”, assim como nosso amigo Homer Simpson.

Mas voltando aos filmes de heróis dos quadrinhos, o que mais vejo são pessoas idolatrando o primeiro Superman. Não é pra menos, pois eu imagino que até aquela época ninguém havia imaginado como era ter um cara voando por aí e ele era de carne e osso. Levantava helicópteros com uma mão só, salvava a mocinha e o mundo aos 46 do segundo tempo. Mas aí eu vou tocar na ferida: nem tudo são flores. Não apenas o primeiro Superman, como o segundo, tem seus defeitos e quase que fatais! Não venha me dizer que já se esqueceram que a inversão da rotação da Terra faz o tempo voltar ou então que Clark Kent tem um beijo capaz de apagar a memória de alguém.

O muito que as pessoas se lembram é “ah! É o primeiro então é o melhor”. Se fosse assim, era pro Quarteto Fantástico ser a melhor equipe de heróis de todas (NOT!). Mas por que eu estou exemplificando tanto assim? Simples. Hoje temos uma geração de cineastas capazes de produzir obras grandiosas e que tivemos oportunidade de presenciar em primeira mão! O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson é o exemplo de maior impacto que consigo pensar. Mas temos também os filmes de Darren Aranofsky, David Fincher, Jean-Pierre Jeaunet, Michel Gondry, Guy Ritchie. E especificamente sobre os filmes de heróis temos os X-Men de Brian Singer, Spider-Man de Sam Raimi e o Batman de Christopher Nolan.

Não estou falando do Begins, mas do filme que considero o mais denso que com uma carga dramática que definitivamente mostra uma idéia não tão velha assim: quadrinhos não é coisa de criança. Aliás, “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, que estréia hoje nos cinemas mundo a fora, não tem absolutamente nada pra criança. Ao ver o filme, saí com um peso e com a necessidade de um tempo para digerir tudo que foi mostrado nos seus 152 minutos de duração. Para os padrões de hoje é um filme longo, mas graças a direção impecável de Christopher Nolan é ágil, nunca perde o ritmo e sempre leva o espectador a experimentar um clímax após o outro, até o seu desfecho, no qual faz jus ao título.

Para os amantes do cinema, ter uma história pra contar é sempre bom. No meu caso, e espero que seja o seu também, podemos falar hoje que além de vivermos na época onde somos presenteados com filmes contemporâneos excelentes (está aí a Pixar que não me deixa mentir), também vimos o auge das adaptações dos quadrinhos de herói, com este Cavaleiro das Trevas.





[.levanta e anda, de novo.]

17 07 2008

Posts novos e quentinhos a caminho… não perdam!





[.foto + poster + trailer :: the dark knight.]

3 07 2008

Ok, ok! Só pra falar que eu não publiquei. :P


Heath Ledger sem a maquiagem do Joker, o bobo, o palhaço

 


o poster mais foda até aqui

 


e o trailer “exclusivo” da Domino´s Pizza





[.BEYOND THE ORDINARI•E.]

3 07 2008

Pois bem. Cá estou eu para falar do, até então, filme do ano.

“Mas a cada filme que a Pixar lançar, você vai falar que é o melhor do ano?”

Sim. Motivos não faltam e se eu fosse enumerar cada um deles, ficaria aqui até ano que vem. Por isso eu vou resumir em um só: o toque que ela dá a cada produção é único. Cada filme é tratado como se fosse um diamante sendo lapidado para conseguir o maior brilho possível. E com WALL•E ela se superou.

Só para situar, “no ano 2700 a Terra ficou tão tóxica que os humanos debandaram – entraram todos numa gigantesca nave espacial, Axiom, que fica circulando o planeta esperando a hora em que as toxinas baixarão e as pessoas poderão voltar. Wall-E é o último dos robôs desenhados para limpar o lixo deixado na superfície da Terra.” (Omelete)

Desde a primeira cena, onde vemos a visão do planeta coberto por lixo e completamente deserto, até os créditos finais (a evolução dos estilos artísticos é genial) é impossível tirar o olho da tela e não se deixar levar pelo carisma do personagem que dá nome ao filme. Dentro de uma carreira 100% (duvido que alguém consega falar sobre alguma coisa que a Pixar tenha feito que seja medíocre) e apaixonada pelo que faz, a cada filme lançado vemos uma evolução no patamar da animação, não apenas nos aspectos técnicos mas também na narrativa. E é aí que mora a essência de WALL•E: o sentimento que cada cena proporciona é algo genuíno. É de encher não só os olhos com a personalidade do protagonista, que é um misto do ET de Spielberg e do saudoso Johnny 5, de Um Robô em Curto-Circuito.

WALL•E é um clássico instântaneo e a prova que devemos agradecer pela Pixar existir e poder proporcionar momentos que ficarão para sempre nas memórias de quem curte bons filmes. ;)

Nota: realmente precisa?

E agora, o Wall•e de verdade… (eu quero um!)





[.clipe do dia.]

1 07 2008

Hifana (ou DJs que não dão apenas o play)