
Pois bem. Cá estou eu para falar do, até então, filme do ano.
“Mas a cada filme que a Pixar lançar, você vai falar que é o melhor do ano?”
Sim. Motivos não faltam e se eu fosse enumerar cada um deles, ficaria aqui até ano que vem. Por isso eu vou resumir em um só: o toque que ela dá a cada produção é único. Cada filme é tratado como se fosse um diamante sendo lapidado para conseguir o maior brilho possível. E com WALL•E ela se superou.
Só para situar, “no ano 2700 a Terra ficou tão tóxica que os humanos debandaram – entraram todos numa gigantesca nave espacial, Axiom, que fica circulando o planeta esperando a hora em que as toxinas baixarão e as pessoas poderão voltar. Wall-E é o último dos robôs desenhados para limpar o lixo deixado na superfície da Terra.” (Omelete)
Desde a primeira cena, onde vemos a visão do planeta coberto por lixo e completamente deserto, até os créditos finais (a evolução dos estilos artísticos é genial) é impossível tirar o olho da tela e não se deixar levar pelo carisma do personagem que dá nome ao filme. Dentro de uma carreira 100% (duvido que alguém consega falar sobre alguma coisa que a Pixar tenha feito que seja medíocre) e apaixonada pelo que faz, a cada filme lançado vemos uma evolução no patamar da animação, não apenas nos aspectos técnicos mas também na narrativa. E é aí que mora a essência de WALL•E: o sentimento que cada cena proporciona é algo genuíno. É de encher não só os olhos com a personalidade do protagonista, que é um misto do ET de Spielberg e do saudoso Johnny 5, de Um Robô em Curto-Circuito.
WALL•E é um clássico instântaneo e a prova que devemos agradecer pela Pixar existir e poder proporcionar momentos que ficarão para sempre nas memórias de quem curte bons filmes.
Nota: realmente precisa?
E agora, o Wall•e de verdade… (eu quero um!)