[.lá e de volta outra vez.]

10 08 2008

Poderia ter ido até uma montanha solitária em busca de um tesouro. Voltar com vida e com parte do tesouro que faria minha vida mais tranquila. Mas esta história já tem dono.

Poderia ter escapado correndo, queimando meus pés no asfalto. Esfacelando meus dedos até não sobrar músculos para me levarem. Ou simplesmente invadir um reino onde pessoas são lugares, pesadelos tem orelhas e bocas e ganhar certas chaves de presente pode significar uma terrível maldição. Talvez com um pouco de sadismo deixar a barbárie tomar conta e resolver tudo através da violência de uma lâmina.

Todas estas histórias tem um dono.

Mas de outras histórias eu sou o dono. E tem vezes que não saber como termina pode ser um alívio. Cinquenta-cinquenta. Várias coisas a serem feitas, ressucitadas e criadas até que o ano termine.

É o suspiro antes do rasante. Lá vou eu de novo.