Outro dia tava conversando com meu amigo Damn sobre coisas que aconteceram esse ano. Os altos, baixos, bizarrices, provações e é claro as mudanças. Não foram poucas…
Fim de namoro, voltar a estudar, novas responsabilidades no trabalho foram as que marcaram o início do ano. De lá pra cá tiveram feridas que se abriram mais ainda, mas que depois fecharam do jeito que tinham que ser: com o tempo e nada mais. A decisão de voltar a estudar foi inicialmente pensada apenas para ocupar minha cabeça para não ficar pensando merda o tempo todo, enquanto o tempo passava.
Pessoas que saíram da minha vida e hoje não fazem mais falta, pessoas que entraram na minha vida e que fazem toda a diferença, amigos ausentes dos quais nunca me esqueço, a família da cozinha que a cada dia fica mais foda e uma ponte que mostrou como (ainda) posso ser significativo.
Uma sensibilidade que pode ser percebida com um olhar singular e que me fez perceber que tudo aquilo que eu achei que não seria, posso ser. E no fim, quando achei que já tinha passado por mudanças demais num intervalo de 10 meses, outra bate na porta.
Em junho de 2006 fui demitido da empresa onde trabalhava e depois de 3 meses desempregado, recomecei numa editora. Passado 1 mês vim para onde estou agora. 2 anos de aprendizado, stress, terrorismos e como não pudia deixar de ser, mudanças. Se eu não gostasse do que faço, já teria pulado fora do barco ou até mesmo escolhido outra embarcação, mas não. E agora uma nova oportunidade se abre e depois de tanto refletir, não pude negar. Acredito que posso fazer mais do que faço hoje, posso saber mais e ser mais. Mudar de emprego e porque não de vida. Não só fui escolhido mas como tive a honra de escolher.
Se essas mudanças me escolheram, com o tempo pude contemplar e escolher de volta de modo que a essa altura não me arrependo de nada. O que resta é continuar caminhando…